Roteiro de 2 dias em Gramado

Quer viajar para Gramado mas só tem um fim de semana disponível? Fique tranquilo, pois nós fizemos essa viagem em dois dias, conseguimos conhecer os principais pontos e vamos te contar todos os detalhes agora!

Nós tínhamos um total de 5 dias para fazer essa viagem, mas começamos a pesquisar e descobrimos que, para o nosso gosto, não tinha necessidade de ficar todos os dias em Gramado. Além disso, percebemos que existem vários outros lugares legais nas proximidades que gostaríamos de conhecer, então achamos melhor reduzir nossa estadia em Gramado e compartilhar esses dias com outros roteiros incríveis e próximos de lá!

Para deixar a viagem mais econômica e tornar o nosso roteiro viável – visto que precisaríamos de um carro para visitar todos os lugares que desejávamos – decidimos fazer a viagem com nosso próprio carro, ao invés de ir de avião até Porto Alegre e locar um carro lá para fazer o roteiro. Então, na realidade, ficamos dois dias e três noites em Gramado, já que chegamos aproximadamente às 17h de uma quinta-feira em Gramado.

O hotel em que nos hospedamos chama-se Cabana da Mata, está localizado a quase 3 km do centro da cidade, e o escolhemos devido ao custo-benefício. Se nossa viagem fosse hoje, depois de conhecer a cidade, e se tivéssemos com um orçamento mais folgado, escolheríamos ficar num hotel mais próximo à Avenida Borges de Medeiro, que é a rua mais movimentada com lojas, bares e restaurantes, no centro da cidade. No entanto, achamos a estrutura do Cabana da Mata excelente, e a localização também era boa, pois apesar de não ficar grudado com o centro, ele ficava ao lado do Lago Negro, outro ponto turístico bem importante. Confesso que quando fizemos a reserva pensamos que poderíamos ir a pé do hotel para os pontos turísticos na Avenida Borges de Medeiro, mas isso acabou sendo bem difícil, pois o trajeto era cheio de subidas e descidas, e na volta teríamos que subir muuuuitos morros para chegar ao hotel. Então acabamos indo todas as vezes de carro, estacionando num local mais central, e fazendo o restantes do passeio a pé.

Na nossa primeira noite em Gramado, nós saímos para fazer o reconhecimento do local. rsrs. Andamos pela Avenida Borges de Medeiro, e a primeira parada foi na linda Igreja São Pedro, que tem uma construção de pedras, com aproximadamente 72 mil pedras basalto e uma torre de 46 metros, que data de 1943.

Depois da igreja nós passamos rapidamente pela Rua Coberta e pelo Palácio dos Festivais (falarei melhor sobre eles mais pra frente), e paramos para comer na Casa da Velha Bruxa,  um restaurante da fábrica de chocolates Prawer, muito tradicional em Gramado pelo seu chocolate quente e sobremesas. Para saber mais sobre esse e outros restaurantes de Gramado, veja nossa matéria Onde comer em Gramado?.

Nesse primeiro dia estávamos bem cansados e o passeio foi bem rápido. Então nosso roteiro mesmo começa a partir do dia seguinte, que consideramos o dia 1 em Gramado.

Dia 1

Mini Mundo

Como nossos dias em Gramado eram poucos, visitamos muitas atrações no mesmo dia. Nesse dia, o primeiro passeio que fizemos foi até o Mini Mundo, um parque criado em 1979 por Otto Höppner, com cidades em miniatura que formam réplicas fiéis de pontos turísticos de todo mundo, principalmente da Europa. A escala das réplicas é de 1/24, e o local impressiona devido a riqueza de detalhes dentro da mini cidade. Além de mostrar os pontos turísticos em si, as maquetes contam histórias de acontecimentos que ficaram famosos nos locais mostrados.

Você pode visitar o local “sozinho”, passeando pela mini cidade com a ajuda de um jornal que eles disponibilizam contando as histórias dos lugares expostos, ou pode aguardar a visita guiada que é oferecida gratuitamente, e acontece a cada uma hora, com duração aproximada de 30 minutos. Nós ficamos duas horas no Mini Mundo, e conseguimos ver tudo com bastante calma. Para os menos detalhistas, o passeio pode ficar mais curto ainda, sendo que entre 30 e 60 minutos já é tempo suficiente para visita.

O valor que pagamos na entrada foi de R$ 18,00, visto que pagamos meia por termos carteirinha de estudante. Crianças de 03 a 15 anos e adultos maiores que 60 anos também pagam meia. O valor integral do ingresso é de R$ 36,00, e o local não aceita pagamento no cartão de crédito, apenas débito e dinheiro. Os ingressos podem ser comprados na hora (ficamos menos de 10 minutos na fila), ou também com antecedência pelo site: http://www.minimundo.com.br/ingressos. A meia entrada é vendida somente na bilheteria do local devido a necessidade de apresentação da carteirinha estudantil.

O Mini Mundo fica localizado no centro, bem próximo da Praça das Etnias. O horário de funcionamento é das 09h às 17h. No local também tem uma loja para compra de souvenirs, e um café para alimentação.

Contato:

parque@minimundo.com.br
minimundo@minimundo.com.br
Fone: (54) 3286.4055
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291 CEP 95670-000 Gramado-RS-Brasil

Aldeia do Papai Noel

Nossa segunda parada foi na Aldeia do Papai Noel, que fica a 1,4 km do Mini Mundo. Nós estranhamos quando chegamos lá, pois o parque estava extremamente vazio. Não havia ninguém entrando e nem saindo, e a rua em frente estava bem deserta… até achamos que estava fechado. Assim que chegamos até o local, o tempo fechou e começou a chover. Pela entrada, percebemos que o passeio era praticamente todo em áreas abertas, e confesso que a chuva nos desanimou a entrar.

Na bilheteria, vimos que o valor do ingresso é de R$ 35,00 para adultos, e não há meia entrada para estudantes. A diferenciação é apenas para adultos maiores de 60 anos que pagam R$ 17,00 e crianças de 2 a 12 anos que pagam R$ 22,00.

Demos uma olhada nas fotos e mapa do local, e o passeio parecia interessante, mas achamos que não valia o investimento de R$ 70,00 para o casal, sendo que tínhamos outras opções legais e que não pegaríamos chuva. Então decidimos tirar umas fotos na frente do local, e fazer uma pausa para o almoço, para ver se a chuva diminuía um pouco. No nosso roteiro original, o almoço aconteceria mais tarde, mas dada as circunstâncias do tempo, resolvemos almoçar nesse momento mesmo.O local escolhido para essa refeição foi o Serra Grill, que fica muito próximo à Aldeia do Papai Noel e é uma ótima opção de buffet livre. Mais informações sobre as opções de alimentação, veja em Onde comer em Gramado?

O parque funciona todos os dias das 09:00 às 17:30.

Contato:


Fone: (54) 3286 7332
contato@papainoel.com
Rua Bela Vista, 353 Centro
Gramado, RS 95670 000

Museu Medieval – Castelo Saint George

Após o almoço, decidimos visitar o Museu Medieval – Castelo Saint George, visto que esse é um passeio totalmente fechado e nos livraria da chuva chata que estava caindo naquele dia. Assim, ainda de manhã, pegamos o carro rumo ao museu, que fica um pouco afastado das atrações centrais, há 2,6 km da Aldeia do Papai Noel.

Chegando no local, confesso que no princípio fiquei muito decepcionada. O passeio se resume a um ambiente do castelo… uma única sala com muitas armas medievais e escudos. Fiquei desanimada pois esperava que visitássemos todo o castelo, incluindo a parte superior, e também porque imaginei que veríamos as instalações do castelo, e não apenas exposição de armas e brasões.

Assim que chegamos, fomos recebidos pelo proprietário do local,  Gilberto Guzenski, que construiu o castelo praticamente sozinho. Há uma parte do museu que mostra através de fotos o processo de construção, que demorou anos para ser finalizado. Após a recepção, o proprietário começou a nos mostrar todas as vitrines, explicando a origem e finalidade das armas que estavam ali expostas. Tratam-se de 16 vitrines com armas oriundas de vários países do mundo, sendo que a maioria foi trazida pelo próprio Gilberto em suas viagens em busca de relíquias da cutelaria. O passeio começou a ficar divertido, à medida que o Sr. Gilberto explicava para que serviam as armas, de onde vieram e as diferenças entre os formatos e formas de utilização. Além das armas trazidas, o proprietário também produz armas e réplicas, e inclusive dá cursos sobre a arte da cutelaria.

Terminando a aula sobre cutelaria e armas medievais, começamos a ter outra aula de história explicando sobre os brasões de família e suas composições. O museu tem milhares de brasões feitos pelo Sr. Gilberto, que pesquisa a fundo a origem dos sobrenomes para ter condições de confeccionar brasões personalizados para quem se interessar. O dono do castelo perguntou nossos sobrenomes e foi pesquisar em seu acervo de livros poloneses, ucranianos e italianos a origem para nos mostrar. Infelizmente, segundo o Sr. Gilberto, nossos sobrenomes já passaram por algumas modificações na escrita durante as gerações e, com exceção do Lora (do Gian), demandam mais tempo e investimento ($$$) para conclusão da pesquisa.

Ao término do passeio, eu mudei totalmente a minha visão sobre o Museu Medieval, e gostei muito da visita. Mas o que o tornou tão interessante, foi as histórias e explicações do Sr. Gilberto. De qualquer forma, esse é um passeio que recomendamos que você pense muito antes de fazer, para ver se se encaixa com o seu perfil. Vi vários relatos de pessoas que odiaram fazê-lo. Ressaltamos, a visita ao castelo é uma aula de história medieval, e é só pra quem realmente se interessa pelo assunto.

O tempo necessário para a visita é muito variável. Tem pessoas que podem não se interessar tanto e demorar 15 minutos, como podem ter pessoas que amam o tema e podem demorar 01:30. Nós ficamos aproximadamente 01 hora no local, visitando o museu e a loja de souvenirs que tem ao lado da entrada, ainda dentro do museu.

O valor do ingresso é de R$ 25,00, e eles aceitam carteirinha de estudante para o benefício da meia-entrada (R$ 12,50). É possível pagar no débito ou crédito, e a compra do bilhete pode ser feita somente na hora.

Os herdeiros do trono de ferro! rsrsrs

Contato:

Fone: (54) 3286-3697

www.museumedieval.com.br
Rua Julio Hanke, 94, 95670-000 Gramado
Horário de atendimento: De Terça a Sexta-Feira:13:30 às 17:45

Sáb: 10:00 às 11:45 – 13:30 às 17:45

Dom:10:00 às 11:45 – 13:30 às 16:00

Lago Negro

Quando saímos do Museu Medieval, a chuva havia dado uma trégua, então tentamos voltar ao nosso roteiro original, que incluía a visitação ao Lago Negro. O Lago Negro fica um pouco longe do castelo, há 4,6 km, mas, como comentamos, fizemos esse trajeto maior e menos organizado (do ponto de vista geográfico rsrs) para driblar o mau tempo do dia.

O Lago Negro era chamado antigamente de Vale do Bom Retiro, e recebeu esse nome  de Leopoldo Rosenfeldt (responsável pela terra) após um incêndio que tomou o local. Para reconstrução após o ocorrido, ele importou árvores da Floresta Negra, na Alemanha, e plantou no vale, alterando o seu nome para Lago Negro.

O local possui uma área de 89.336m² em meio à natureza, com diversas hortênsias azuis que compõe o visual junto com o lago escuro que reflete às árvores plantadas lá. É um passeio muito agradável e relaxante, pois possui uma trilha simples (740 metros) ao redor do lado, toda calçada, que é possível ser feita tanto com crianças quanto com pessoas de mais idade.

Trilha calçada ao redor do lago

O parque tem vários bancos para descanso e admiração da paisagem, e também passeios de pedalinho e barco pirata pelo lago. O ideal é que o passeio seja feito em dias de sol, mas como a chuva havia parado, conseguimos aproveitar o local, e ficamos uns 40 minutos passeando lá (não andamos de pedalinho). Se o dia estiver bom, você pode separar duas horas para passear tranquilamente no Lago Negro. Temos amigos que foram para lá no fim da tarde, pegaram um lindo pôr do sol, e recomendam a visita nesse horário.

A entrada é gratuita, e o passeio de pedalinho custa R$ XXX. Há disponível no local um café para pausa e alimentação. Por se tratar de um local público, o lago fica aberto o dia todo, e o pedalinho funciona das 8h30min às 18h.

O Reino do Chocolate

Para terminar o dia, resolvemos fazer mais um passeio fechado: O Reino do Chocolate. Quando estávamos fazendo o roteiro, ficamos em dúvida entre visitar “O Reino do Chocolate” da marca Caracol, ou “O Mundo do Chocolate”, da marca Lugano. Comparando os dois, achamos que o melhor custo benefício era do “O Reino do Chocolate”. Pagamos R$ XXX na entrada, enquanto no “O Mundo do Chocolate” o valor era de R$ 35,00 por adulto, sendo que o ingresso infantil, estudante e sênior custava R$ 28,00.

Dentro do circuito do passeio

Esse é um passeio beeeem delicioso e muito divertido para quem viaja com crianças. Trata-se de um espaço temático, com vários personagens com interatividade que contam a história e mostram a forma de produção do chocolate. Há também diversas esculturas feitas inteiramente de chocolate.

Além do passeio ao espaço temático, eles têm uma área onde você mesmo pode produzir seu chocolate, pagando um valor adicional. Os visitantes também podem acompanhar pessoalmente (através de um vidro) a produção dos chocolates da fábrica.

Ao término do circuito, somos conduzidos a um café muito charmoso com mesas e cadeiras em formato de xícaras. Nesse momento, se você quiser parar para comer algo, terá que ter sorte e paciência para conseguir uma mesa, pois o espaço não é muito grande, e o nosso atendimento demorou bastante, sendo que pedimos apenas um chocolate quente (bem caro, por sinal).

Antes de sair da fábrica, você passa obrigatoriamente (uma tortura, rsrs) pela loja de chocolates, onde eles oferecem todos os tipos de chocolate que você imaginar. São vendidos chocolates por unidade, por caixa, por peso… de todas as formas e sabores!

Nesse passeio, contando com o período em que ficamos no café e nas compras, foram quase duas horas. O Reino do Chocolate fica disponível todos os dias, das 08h30 às 18h30.

Contato:

Fone: (54) 3286-3588

http://oreinodochocolate.com.br

Endereço: Av. das Hortênsias, 5382 – Carniel, Gramado – RS, 95670-000

Dia 2

Mundo a Vapor

No segundo dia fomos para Canela, e o primeiro passeio que fizemos foi no Mundo a Vapor. Ali fizemos uma viagem no tempo, conhecendo diversas máquinas que funcionavam a base de vapor antigamente. Além de mostrar quais são essas máquinas, em todos os “box” há um guia explicando o funcionamento e período em que elas eram utilizadas. As exposições são de um automóvel, carneiro hidráulico, usina eólica, oficina, pedreira, olaria, barco, fábrica de papel, usina hidroelétrica, e muitas outras.

Na entrada no Mundo a Vapor, vemos uma réplica de um trem que ultrapassou a parede, reproduzindo a  cena famosa do acidente ferroviário registrado em Paris, em 1895, quando uma locomotiva desgovernada entrou na estação de Montparnasse, atravessou a parede e caiu de uma altura de 12 metros, permanecendo pendurada por um de seus vagões.

Além do museu em si, é possível fazer um passeio de mini trem (na parte externa), que é bem rápido e não tem nenhum custo adicional. Os visitantes também podem se caracterizar com objetos de época disponíveis no local e fazer uma foto antiga, a ser revelada e vendida na hora. Há também a opção de espaço kids para os que viajam com crianças, mas vale ressaltar que o passeio é legal e interativo para todas as idades, e creio que os pequenos também vão adorar.

Passeio de trem

Pagamentos R$ 18,00 na meia entrada de estudante do Mundo a Vapor, sendo que o valor integral é R$ 36,00. Crianças de 6 a 15 anos e idosos também pagam meia. O ingresso pode ser comprado pessoalmente (aceitam débito e crédito) ou pelo site https://www.mundoavapor.com.br/. Horário de funcionamento das 09h às 17h, sendo que ficamos duas horas no local.

Contato:

Fone:  (54) 3282-1125

https://www.mundoavapor.com.br/

Av. Don Luiz Guanella, 1247 – Carniel, Canela – RS, 95680-000

Parque do Caracol

Saindo do Mundo a Vapor, fomos direto para o Parque do Caracol, que abriga a famosa Cascata do Caracol,  o maior símbolo natural da cidade de Canela. O parque possui 25 hectares de área, com uma escada ecológica de 927 degraus que leva até a base da cascata. No dia da nossa visita, a escada estava interditada para reformas, então não pudemos descer até lá em baixo, o que não atrapalhou em nada nossa visita, pois a vista do mirante já é sensacional!

O parque possui uma excelente infraestrutura, e logo que chegamos fomos ao mirante. Depois de alguns instantes apreciando a beleza do lugar e tirando fotos, resolvemos nos aventurar nas trilhas ecológicas que eles oferecem, que são seis ao todo: trilha do Arroio, trilha do moinho, trilha do silêncio, trilha da cutia, trilha velha e trilhas secundárias. A parte do mirante é acessível para todas as idades, no entanto, algumas trilhas exigem um pouco mais de esforço físico pois são em terreno irregular e em meio à mata mesmo, então não são todas as pessoas que gostam e tem condições físicas para encarar.

Se você decidir fazer as trilhas, passará pelas corredeiras, pela barragem e acabará o trajeto no centro histórico ambiental, um mini museu com espécies de animais para exibição e outras curiosidades. Há também, bem na entrada e próximo ao mirante, um observatório ecológico onde, por um valor adicional, você sobe de elevador até um observatório mais alto que o mirante para ter outra visão da cascata e do parque em geral.

O parque ainda oferece restaurante, lancheria e loja de artesanatos.

Esse é um passeio indispensável no roteiro, pois a paisagem é maravilhosa, cheia de áreas verdes e transmite uma paz sem igual. No entanto, é mais um dos passeios que fica difícil de fazer com chuvas mais fortes. Graças a Deus, nesse dia o tempo já estava um pouco mais estável, sem chuvas, e nós conseguimos aproveitar bem.

O horário de funcionamento do parque é das 09h às 17h30, e nós ficamos pouco mais que duas horas lá. O valor que pagamos pela entrada foi de R$ 18,00, sendo que crianças de 6 a 11 anos e adultos acima de 60 anos pagam R$ 9,00.

Contato:

Fone: (54) 3278-3035

http://www.parquedocaracol.com/

Rodovia RS 466, km 0, s/n – Caracol, Canela – RS, 95680-000

Parque da Ferradura

A próxima parada não estava em nosso roteiro original, mas decidimos conhecê-la e valeu MUITO a pena! O Parque da Ferradura fica também em Canela, há 6 km de uma estrada de chão do Parque do Caracol, e está aberto desde 1995. De lá é possível avistar um dos cânios mais bonitos da região, com 420 metros de profundidade. O nome deve-se ao formato de ferradura desenhado pelo Rio Santa Cruz.

O parque oferece duas trilhas para passeio: a Trilha da Pinguelas que é mais curta, e a trilha do Rio Caí, que tem duração aproximada de 01 hora. Além disso, existem três mirantes: Mirante do Vale da Ferradura (02 minutos de caminhada), Mirante do Vale do Arroio Caçador (03 minutos de caminhada) e Mirante da Cascata do Arroio Caçador (04 minutos de caminhada). Apesar dos trajetos das trilhas serem curtos, há muitas descidas na ida e consequentes subidas na volta. Deu pra cansar!

A vista é exuberante!! Nós já tínhamos estado recentemente no Cânion Monte Negro e Itaimbezinho (veja aqui),  então nosso nível de avaliação estava alto, mas mesmo assim achamos o Parque da Ferradura lindíssimo e com potencial pouco explorado pelos turistas. Para aqueles com mais tempo, o parque oferece infraestrutura de churrasqueiras para realização de um almoço e descanso durante o dia. Há também um restaurante com buffet livre e por kilo no local, mas as opções são bem poucas.

Durante o passeio também encontramos diversos quatis no parque! 🙂 O valor de entrada foi de R$ 6,00 pela meia entrada de estudante, e R$ 12,00 inteira. O parque abre de terça a domingo, no horário das 09h às 17h, e nós ficamos uma horinha lá.

Contato:

Fone: (54) 3278-9000

ANTIGO L.V. FERREA R.S., 12, Gramado – RS, 95670-000

Catedral de Pedra

A próxima parada foi na lindaaaa (com todos os “aaaaa” possíveis, rs) Catedral de Pedra de Canela. A igreja foi inaugurada em 1953, tem estilo gótico de arquitetura, e já foi eleita como uma das sete maravilhas do Brasil. A construção tem 65 metros de altura e 12 sinos de bronze.

Nós fomos só de tarde, mas a noite a catedral ganha uma iluminação especial, com várias cores em alternância. A Catedral de Pedra é um dos pontos mais famosos da região, e realmente dispensa comentários. Tem que ir pra ver!

Praça das Etnias

Voltando de Canela, estacionamos nosso carro no centro de Gramado, e decidimos passear a pé pelas ruas e conhecer melhor os pontos turísticos que já tínhamos visto rapidamente antes (passando de carro, apenas). Nossa primeira parada foi a Praça das Etnias, um lugarzinho muito agradável com um jardim super bem cuidado e cheio de flores coloridas. A praça mostra a cultura das principais nacionalidade que colonizaram Gramado: a alemã, italiana e portuguesa.

Andar na praça é um passeio gostoso por si só. Lá encontramos construções típicas que funcionam como uma espécie de museu – com objetos, mobiliários e artigos de época – e vários tipos de comércio. Um dos mais tradicionais é a Casa do Colono, que vende alimentos coloniais, e às vezes ainda oferece degustação de determinados produtos. Tem também a Casa Alemã, com arquitetura enxaimel, que é famosa pela fabricação de cucas artesanais. No dia que visitamos a casa alemã estava muitooo cheia.

Igreja Matriz São Pedro Apóstolo

Depois de visitar a praça, paramos na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, ponto turístico que foi reformado em 1917 e onde ocorrem vários casamentos em Gramado. No dia que estávamos visitando, inclusive, estava acontecendo um. 🙂 Ali é um local bem legal para fotos, pois além da igreja que é bem bonita, tem um daqueles termômetros típicos de Gramado bem em frente.

Palácio dos Festivais

Ao lado da igreja, no mesmo lado da rua, vemos o Palácio dos Festivais, onde acontece o Festival de Cinema de Gramado. Na época do festival, a cidade é tomada por artistas famosos que desfilam no “Red Carpet”, e fora de época, o palácio faz exibição de alguns filmes.

Rua Coberta

Em frente ao palácio, vemos a famosa Rua Coberta, um espaço gourmet repleto de restaurantes de todos os tipos. Os preços na Rua Coberta não são dos melhores, mas vale a pena tomar ao menos um chocolate quente na Loja Caracol que há dentro da rua, ou tomar uma sopa no pão em algum de seus restaurantes. Como fomos no inverno, haviam vários aquecedores na rua, e os restaurantes ofereciam cobertinhas aos seus clientes.

Avenida Borges de Medeiros

Continuamos o passeio pela própria Avenida Borges de Medeiros, andando até o final da parte movimentada com lojas. Nessa avenida, passamos pelas lojas de Chocolates Prawer, Florybal, Lugano e Planalto – nesta última paramos para tomar um chocolate quente e fazer umas comprinhas de chocolate – e por várias lojas de marcas famosas como Jorge Bischoff, Carmem Steffens e Arezzo. Paramos também no Largo da Borges, uma espécie de shopping coberto, e com opções de compras e alimentação.

E assim terminamos nosso roteiro de passeios por Gramado. Existem outros lugares bem famosos que ainda poderíamos ter visitado, mas dado o pouco tempo e nossas preferências, acabamos deixando o nosso roteiro dessa forma, e gostamos muito de tudo o que visitamos. Caso vocês queiram pesquisar melhor, segue uma lista das demais atrações que deixamos de fora, mas que podem ser bem interessantes para alguns perfis de viajantes:

  • Dreamland Museu de Cera

Escolhemos não ir, pois, além do alto valor do ingresso, nós já tínhamos ido em museus de cera na Europa e não gostamos tanto assim. A entrada custava R$ 80,00 por pessoa adulta, R$ 60,00 para crianças de 5 até 12 anos e R$ 40,00 para adultos maiores que 60 anos.

  • Super Carros

Não que a gente não goste de carros, mas na nossa lista de preferência, existem vááárias outras coisas mais legais. Mas, para quem gosta muito, esse é um super passeio. Além do ingresso, os visitantes ainda podem desembolsar valores a partir de R$ 570,00 para pilotar carros famosos. Também há simuladores de Fórmula 1 disponível para os visitantes.

  • Hollywood Dream Cars

Na mesma linha do anterior, mas com carro antigos e algumas relíquias, o Hollywood Dream Cars foi mais um que ficou longe do nosso roteiro.

  • Museu do Chocolate

Muito parecido com o “O Reino do Chocolate”, esse passeio estava nas nossas intenções, mas como procurávamos uma viagem mais em conta, tínhamos que escolher entre um ou outro. O Museu do Chocolate acabou ficando de fora por ter o valor do ingresso mais caro que o Reino. O valor do adulto é de R$ 35,00, e estudante, infantil e sênior pagam R$ 28,00.

  • Snowland

É um parque temático de inverno, com neve artificial para esqui e outros esportes. Esse passeio ficou de fora do nosso roteiro com certeza devido ao custo. O valor é de R$ 169,00 por adulto. Crianças pagam R$ 139,00 e sênior R$ 84,00.

  • Mundo Gelado do Capitão Ice Bar – Canela

Essa é mais uma das opções que estavam em nosso roteiro inicial, mas tiramos pois no fim não achamos tão atrativo. Ele não era caro, mas não vimos taaaanta graça assim, ainda mais que a temperatura dentro do bar passava de -20°, e nós estávamos fugindo do frio nesses dias. rsrs O valor do ingresso é de R$ 19,90 para adultos e R$ 9,90 para crianças e idosos. O pagamento no local deve ser feito apenas no cartão de débito ou dinheiro, mas pela internet é possível comprar com cartão de crédito.

  • Parque Terra Mágica Florybal

Parque temático com diversos personagens infantis e réplicas do mundo animal. Esse passeio é ideal para quem viaja com crianças.

Esperamos que as dicas ajudem no planejamento da sua viagem para Gramado!

Até a próxima,

Gian e Amanda!

Siga-nos no Facebook

Subtitle