Como ser voluntário no exterior?

Muitas pessoas sonham em viajar o mundo fazendo serviços voluntários, mas não sabem bem por onde começar. Nessa matéria mostraremos algumas formas de você possa colocar em prática esse desejo que é tão desafiador e, ao mesmo tempo, recompensador.

  • AIESEC

A Aiesec é um movimento universitário que surgiu na França no período pós Segunda Guerra Mundial, onde seis estudantes decidiram fazer algo para criar relações entre os países e os jovens cidadãos.

Ela oferece 3 tipos de intercâmbio: Empreendedor Global, Talento Global e Voluntário Global, sendo que os dois primeiros são voltados aos desenvolvimento profissional do intercambista, e o Voluntário Global tem foco no desenvolvimento pessoal através da ajuda humanitária.

Atualmente, é umas das opções mais em conta quando se trata de intercâmbio no exterior.

Para mais informações sobre esse o voluntariado pela Aiesec, clique aqui.

  • Agências de Intercâmbio Nacionais

Outra opção bastante procurada são as agências de Intercâmbio, sendo que a maioria delas oferece intercâmbio social, e não somente profissional. Se você procurar agências conhecidas no mercado, essa com certeza será a opção que garantirá maior segurança a sua viagem. As agências costumam oferecer um suporte muito bom antes e durante a viagem, com acomodações confortáveis, representantes nos países de destino e contato fixo para emergências.

No entanto, essa facilidade tem um preço! A comodidade na organização, apoio e segurança que você terá ao contratá-los reflete no valor cobrado pelo serviço. Intercâmbios em agências particulares normalmente são opções mais caras.

Alguns agências bem conhecidas são a CI Intercâmbio e Viagem, Exchange do Bem, Intercultural, Experimento Intercâmbio Cultural e STB (Student Travel Bureau).

Para mais informações sobre essa opção, clique aqui.

  • Agências Internacionais

Além das agências nacionais, existem algumas entidades de fora do nosso país que oferecem o mesmo serviço apresentado no tópico 2. Nessa instituições, você pode escolher em qual atividade pretender voluntariar (esportes, meio ambiente, saúde, lazer, educação, etc) e o tempo de duração do intercâmbio. Em geral, são programas bem estruturados e especializados, que podem sair mais em conta que as agências nacionais.

O que pode ser problemas nessas opções de agências internacionais é que a negociação do voluntariado é feita toda em inglês, e o idioma é exigido em nível intermediário/avançado para a maioria dos programas. Além disso, ao contrário das agências nacionais, encontros presenciais ou telefônicos são quase impossíveis de serem realizados.

Para mais informações sobre essa opção, clique aqui.

  • Sistemas de troca

Existem empresas que intermediam um sistema de troca de trabalho voluntário por hospedagem e alimentação. Esse formato costuma ser muito mais vantajoso financeiramente, pois paga-se somente uma taxa (normalmente anual) para a empresa de intermédio, e você consegue viajar para fazer serviço voluntário recebendo hospedagem e alimentação (depende do anfitrião) na faixa.

Algumas empresas que fazem esse serviço são:

  • WWOOF
  • Help StaY
  • Work Away

Para mais informações sobre essa opção, clique aqui.

  • Rotary Club

O Rotary Club também tem um programa de intercâmbio com cunho social. Nesse caso, os candidatos devem ter entre 15 e 19 anos, e podem se inscrever para vagas em até 100 países, com programas de duração de dias até 3 meses. Os viajantes ficam em casas de famílias rotaryanas, no entanto, o programa não é destinado somente a jovens de família associada ao Rotary Club, mas a toda comunidade. Para inscrições e valores, você deve procurar a unidade do Rotary da sua cidade. As tarefas do programa são atividades relacionadas ao Rotary, como trabalhos sociais e participação em eventos.

  • Fraternidade sem Fronteiras

A Fraternidade sem Fronteiras é uma Organização humanitária que tem como missão vivenciar e incentivar a prática da fraternidade, sem restrições étnicas, geográficas ou religiosas, amparando prioritariamente crianças e jovens em situação de vulnerabilidade ou risco social.

Ela possui centros de acolhimento na África subsaariana, onde oferecem alimentação, cuidados com a higiene, atividades pedagógicas, culturais e formação profissionalizante.

São organizadas várias caravanas ao longo do ano, onde os voluntários passam por um processo de seleção para ingresso. Em algumas caravanas, haverá atendimento especializado, como na caravana da saúde e da educação. Isso não quer dizer que se você não é da área da saúde ou da educação não poderá atuar. Você será integrado a uma das atividades planejadas para aquela caravana.

Para mais informações sobre essa opção, clique aqui.

  • Contato direto com ONGs internacionais

Essa foi a forma que escolhemos para fazer nossa viagem voluntária. Tínhamos opções muito boas além dessa, mas sempre havia algo que não encaixava com a nossa disponibilidade, seja por questão da idade, data da viagem, duração ou custo.

Assim, resolvemos fazer a pesquisa por conta própria. Começamos a pesquisar na internet e fizemos uma lista de instituições sérias e países que gostaríamos de viajar para voluntariado. Depois da nossa seleção e organização das ONGs que nos identificamos, começamos a parte do contato. Entramos em contato via e-mail e redes sociais (quando disponível) com TODAS as ONGs separadas na lista. Confesso que nossa taxa de retorno não foi alta. Algumas poucas instituições responderam informando que tinham interesse em receber voluntários, outras poucas informaram que não podiam nos receber por algum motivo específico e a grande maioria não respondeu. Futuramente entenderíamos o motivo do baixo retorno (acesso precário à internet nos países que escolhemos).

Com sorte, recebemos retorno positivo do Domenico, presidente da Kulima, ONG super séria e com trabalho lindo que tivemos o privilégio de conhecer como voluntários. Depois de muuuitas pesquisas sobre a ONG, sobre o Domenico e sobre o trabalho deles, e depois de vários contatos para ajustes da nossa viagem, nos sentimos seguros e embarcamos nessa aventura, que foi uma das mais marcantes da nossa vida. Você pode ler nosso relato da viagem em: Nossa experiência de voluntariado em Moçambique.

O custo da viagem foi mais baixo que as outras opções que falamos acima, até mesmo que a AIESEC. Ficamos hospedados num apartamento no centro de Maputo com outras duas voluntárias italianas da ONG, onde pagamos o valor de $ 30 por dia para o casal, num quarto de casal privativo. Na época (Junho/2017), pagamos R$ 2480,00 por pessoa na passagem aérea ida e volta, que tinha como destino Joanesburgo, visto que antes do voluntariado, resolvemos fazer um safari África do Sul (para ver sobre nosso safári no Kruger, clique aqui).

Fizemos todo o processo do visto sozinhos e, com relação a alimentação, fizemos compras no mercadinho ao lado do apartamento, sendo que tomávamos café em “casa”, almoçávamos na ONG (não pagamos nada por isso) e jantávamos em qualquer lugar de nossa escolha. O custo de alimentação foi bem baixo.

Nossa experiência com esse formato de voluntariado foi excelente, mas ressaltamos que é necessário fazer muita pesquisa mesmo, para garantir que a ONG que você está pretendendo ir é realmente séria, e que você não passará por apuros chegando lá. Nessa situação, não há nenhum suporte no país de origem, e nada que nos garantisse antes de ir. Fomos na cara e na coragem e, por isso, se você optar por seguir nosso exemplo, recomendamos muitos meses de pesquisa minuciosa antes da viagem.

Essas são as nossas dicas baseadas em pesquisas que fizemos quando fomos fazer nossa viagem de voluntariado. Esperamos que elas sejam úteis para vocês. Mas lembrem-se, pesquisa e confiança é essencial para o sucesso do seu projeto.

Desejamos sorte e muitas viagens de voluntariado para todos vocês!

Até a próxima,

Gian e Amanda.

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